
(Bloomberg/Thomas Seal) — O comissário de privacidade do Canadá juntou-se a uma lista de reguladores que expandem as investigações sobre o serviço de inteligência artificial de Elon Musk, Grok, depois que o aplicativo foi usado para criar imagens explícitas e não consensuais de pessoas.
O regulador disse que estava ampliando uma investigação sobre a rede social X iniciada no ano passado. Também começou a examinar a xAI, a empresa de IA responsável pelo chatbot Grok de propriedade do homem mais rico do mundo.
A investigação do Canadá X foi anunciada em fevereiro passado, depois que o comissário recebeu reclamações sobre a conformidade da empresa com as leis de privacidade relativas à coleta, uso e compartilhamento de dados pessoais para treinar modelos de IA.
A investigação agora incluirá se X e xAI obtiveram consentimento válido das pessoas para usar seus dados para criar deepfakes, revelando informações que Grok usou – e se as empresas de Musk coletaram as informações legalmente.
Na semana passada, o ministro de Inteligência Artificial do Canadá, Ivan Solomon, disse que o governo introduziria legislação para proteger as pessoas de deepfakes, mas negou planos para banir o X.
Em uma postagem no X esta semana, a empresa disse que impediria Gro de gerar imagens sexuais de pessoas reais depois que autoridades governamentais e indivíduos em todo o mundo condenaram o recurso.
Várias investigações foram abertas sobre xAI, inclusive pelo gabinete do procurador-geral da Califórnia e por países europeus como França e Reino Unido.
A União Europeia também está a investigar se as imagens violaram as leis de serviços digitais do bloco, e a Malásia e a Indonésia restringiram o acesso de Grok a esses países.
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