Início Ciência e tecnologia Esta deficiência comum de vitaminas torna-se muito mais perigosa quando combinada com...

Esta deficiência comum de vitaminas torna-se muito mais perigosa quando combinada com gordura abdominal

19
0

Um grande estudo envolvendo mais de 5.500 adultos com mais de 50 anos identificou uma combinação potencialmente perigosa de riscos para a saúde. Pessoas que tinham obesidade abdominal e deficiência de vitamina D enfrentavam um risco 123% maior de morte do que aquelas que não tinham nenhum desses problemas.

As descobertas, publicadas na revista Diabetes, obesidade e metabolismoSugira que ambas as condições podem ser particularmente prejudiciais quando ocorrem juntas. Embora cada um por si só estivesse associado a um maior risco de morte, o efeito combinado foi significativamente maior.

“A obesidade abdominal é um fator de risco conhecido porque está associada a inflamações e problemas metabólicos. A vitamina D, por outro lado, é um hormônio que atua em diversos órgãos e sua deficiência atrapalha muitas funções fisiológicas. Quando essas duas condições ocorrem juntas, uma potencializa o efeito da outra, aumentando o risco de morte”, explica Tiago Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), no Brasil, que coordenou o estudo. Estudar. E acrescenta: “Por esse motivo, monitorar os níveis de vitamina D e tratar o excesso de gordura abdominal são medidas essenciais para prevenir a morte prematura, principalmente após os 50 anos”.

Rastreando riscos à saúde ao longo de seis anos

Esta pesquisa foi realizada em colaboração com a University College London (UCL), do Reino Unido, e financiada pela FAPESP. Os pesquisadores acompanharam 5.520 pessoas com 50 anos ou mais durante seis anos. Todos os participantes foram inscritos no Estudo Longitudinal Inglês do Envelhecimento (ELSA), um dos maiores estudos do mundo focado no envelhecimento.

Os dados mostraram que a deficiência de vitamina D (níveis abaixo de 30 nmol/L) estava associada a um risco maior de morte do que a obesidade abdominal. A obesidade abdominal foi definida como circunferência da cintura maior que 102 cm para homens e 88 cm para mulheres.

Somente pessoas com obesidade abdominal tiveram um risco 47% maior de morte, enquanto a deficiência de vitamina D aumentou o risco em 91%. No entanto, quando ambas as condições estavam presentes, o risco de morte aumentou mais do que o dobro.

Como a gordura da barriga pode reduzir a vitamina D disponível

Alexandre diz que a obesidade abdominal e a deficiência de vitamina D podem reforçar-se mutuamente num ciclo prejudicial. A gordura da barriga pode “sequestrar” a vitamina D que circula no corpo, armazenando-a nos adipócitos (células de gordura) em vez de deixá-la disponível na corrente sanguínea.

“Isso significa que, embora a vitamina possa ser armazenada na gordura do corpo, ela não está disponível gratuitamente no sangue para desempenhar funções importantes em outros órgãos e sistemas”, afirma.

A obesidade também pode interferir na forma como o corpo processa a vitamina D. Pessoas com obesidade apresentam expressão reduzida de enzimas envolvidas no metabolismo da vitamina D, limitando a quantidade da vitamina que o corpo pode utilizar.

“A obesidade abdominal reduz a circulação de vitamina D e a deficiência prejudica o sistema imunológico, o que aumenta a inflamação crônica causada pelo excesso de gordura e aumenta significativamente o risco de morte”, disse Alexandre Agnesia à FAPESP.

Envelhecimento, inflamação e vitamina D

Esta combinação pode ser especialmente importante mais tarde na vida, uma vez que o envelhecimento está associado à inflamação, um estado de inflamação crónica de baixo grau.

“Em circunstâncias normais, a vitamina D atua como um regulador do sistema imunológico, evitando que a inflamação fique fora de controle. Quando os níveis de vitamina D estão baixos e há excesso de gordura abdominal, desenvolve-se um ambiente sistêmico desfavorável que acelera doenças cardiovasculares e metabólicas, bem como perda muscular.

efeito cascata

As novas descobertas fazem parte de uma série mais ampla de estudos que examinam como a vitamina D afeta a saúde durante o envelhecimento.

“Em estudos anteriores identificamos um efeito cascata. A deficiência de vitamina D leva à perda de força, o que resulta na redução da velocidade de caminhada, levando à perda de independência e maior dependência nas atividades diárias”, explica Alexander.

O grupo de investigação também descobriu num estudo separado que a deficiência de vitamina D aumenta o risco de declínio cognitivo.

“A vitamina D é um hormônio com diversas funções. Ela desempenha um papel na regulação da pressão arterial, da frequência cardíaca, do sistema nervoso central, do sistema imunológico e do sistema endócrino. Portanto, quando seus níveis estão baixos, muitas funções corporais essenciais ficam comprometidas”, afirma.

Source link

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui