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Esta cadeia de átomos pode detectar campos elétricos com uma precisão impressionante

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Medir campos elétricos de baixa frequência com alta precisão ainda é um grande desafio científico. As tecnologias de detecção existentes muitas vezes ficam aquém quando tentam atingir três objetivos principais ao mesmo tempo: calibração precisa, tamanho compacto e capacidade de determinar a força e a direção de um campo.

Os átomos de Rydberg surgiram como uma solução promissora no campo da metrologia quântica. Esses átomos são altamente sensíveis a campos elétricos devido aos seus grandes momentos de dipolo elétrico, e seu comportamento pode estar ligado a propriedades atômicas bem conhecidas. Isso os torna atraentes para a construção de sensores altamente precisos.

A maioria dos métodos atuais para detectar campos elétricos de baixa frequência ou DC com átomos de Rydberg baseiam-se na espectroscopia de transparência eletromagneticamente induzida (EIT) de células de vapor. No entanto, esta técnica tem desvantagens importantes. Como utiliza um gás de átomos, efeitos como alargamento Doppler, espalhamento colisional e média de muitos átomos podem obscurecer o sinal. Como resultado, torna-se difícil obter alta resolução espectral ou medir campos elétricos em escalas espaciais muito pequenas ou com detalhes direcionais claros.

Um novo método usando cadeias de átomos de Rydberg

Pesquisadores da Universidade Tecnológica Nanyang (NTU) de Cingapura desenvolveram um novo método que usa uma cadeia de átomos de Rydberg em interação para medir campos elétricos de baixa frequência. Em vez de depender de um gás a granel, este método concentra-se em como os átomos de uma cadeia respondem coletivamente a um campo externo.

Quando um campo elétrico é aplicado, ele altera a orientação do eixo de quantização de cada átomo. Essa transição muda a forma como os átomos interagem entre si por meio da troca dipolar, que depende de seus ângulos relativos. Estas mudanças de interação carregam informações sobre a força e a direção do campo elétrico e são refletidas na dinâmica geral do sistema.

Capturando o campo elétrico ao longo do tempo, energia e frequência

Para extrair essas informações, os pesquisadores propuseram três técnicas de medição complementares dentro de uma única estrutura. O primeiro rastreia a rapidez com que uma excitação se move através da cadeia atômica, revelando detalhes por meio da cinética de difusão. A segunda examina o espectro de Ramsey, que reflete a estrutura energética subjacente do sistema. A terceira analisa o espectro de transmissão no domínio da frequência utilizando o método da função de Green.

Ao combinar esses três observáveis, o método captura uma imagem completa do campo elétrico ao longo do tempo, energia e frequência. Esta abordagem multiperspectiva permite medições mais precisas e detalhadas do que as técnicas tradicionais.

Rumo a sensores quânticos compactos e programáveis

Esta nova técnica fornece um caminho prático para sensores quânticos avançados que podem medir campos elétricos de baixa frequência com alta precisão. Ele combina rastreabilidade, resolução espacial em escala micrométrica e recursos de detecção de direção de campo em uma única plataforma.

A abordagem poderia permitir o desenvolvimento de sensores de campo elétrico compactos e programáveis, expandindo seu uso potencial em pesquisa científica e tecnológica. O trabalho intitulado “Low-Frequency Vector Electrometry with Rydberg Dipolar Chains” foi destaque na capa Fronteiras em Optoeletrônica.

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