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Segredos antigos desvendados no subsolo escondido a partir de fósseis de cobra excepcionalmente preservados com crânio intacto

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Os paleontólogos estão entusiasmados com a recente descoberta de um fóssil de cobra bem preservado do período Cretáceo, cerca de 75 a 85 milhões de anos atrás.

A recente descoberta do fóssil de cobra conhecido como Tametara mirim está entre os esqueletos de cobra mais bem preservados do mundo.

Ela foi decomposta usando técnicas de ponta que combinaram dados morfológicos e moleculares para inferir que esta espécie é a cobra de evolução mais antiga no registro fóssil, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Princeton.

O crânio era a parte mais bem preservada de todo o fóssil.

Pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Polônia, reconstruíram digitalmente o esqueleto fóssil usando tomografia computadorizada (TC) de alta resolução, que forneceu a anatomia do crânio.

Isso inclui a reconstrução digital do cérebro da cobra, dos nervos cranianos e da anatomia do ouvido interno.

Isto oferece uma nova visão sobre a evolução das primeiras cobras ao longo de milhões de anos.

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Através de pesquisas adicionais, os especialistas descobriram que a cobra não estava adaptada a um único habitat, mas residia em vários ambientes terrestres.

A forma do cérebro e a microestrutura dos ossos do crânio fornecem evidências de que a espécie vivia um estilo de vida escavador, como fazem muitas cobras atuais.

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“Ao combinar reconstruções cerebrais baseadas em tomografia computadorizada com dados comparativos de cobras vivas, poderíamos mostrar que as primeiras cobras não estavam simplesmente progredindo em direção a uma única condição moderna”, disse Nicolas Di-Poï, Diretor de Pesquisa do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Helsinque. “Eles já estavam experimentando diferentes estratégias sensoriais e ecológicas”.

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Isto aumenta a confiança na investigação dos cérebros de outros fósseis bem preservados, oferecendo uma nova oportunidade para compreender melhor a vida quotidiana das criaturas pré-históricas, tais como as suas dietas, comportamentos, práticas de caça e como alguns animais modernos se tornaram o que são hoje.

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