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Rover da NASA analisa mais de perto o carbono orgânico em Marte – Mundo

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Usando o rover Perseverance da NASA, os cientistas estão a obter uma maior compreensão da natureza de parte do carbono orgânico – a espinha dorsal molecular de toda a vida conhecida – detectado em Marte, à medida que exploram a questão de saber se o vizinho da Terra já abrigou vida.

Uma nova pesquisa descreve a composição do carbono orgânico encontrado pelo rover em rochas sedimentares no ano passado que contém uma potencial bioassinatura – um possível sinal de vida microbiana passada. Este lamito provavelmente se formou entre 3,2 e 3,8 bilhões de anos atrás, sob a agora desaparecida cratera de Jezero, no hemisfério norte de Marte.

O carbono orgânico pode ser uma pista para saber se alguma vez existiu vida em Marte, porque serve como base química para as moléculas que constituem o ADN, as células e as proteínas. Mas a sua presença não é prova de vida porque também pode surgir de processos abióticos, como interações químicas entre rochas e água.

A detecção de carbono orgânico em duas rochas na cratera de Jezero – chamadas Chiawa Falls e Walhalla Glades – foi revelada no ano passado, quando pesquisadores anunciaram a descoberta de uma possível bioassinatura em uma delas.

O rover coletou amostras das duas rochas em posições separadas por cerca de 100 metros, de acordo com a cientista planetária Ashley Murphy, do Planetary Science Institute no Arizona, co-líder do novo estudo publicado na revista Science Advances.

Após a descoberta do ano passado, a NASA divulgou uma imagem da rocha Cheava Falls, um lamito de granulação muito fina e vermelho-enferrujado com características em forma de anel que lembram manchas de leopardo, bem como marcas mais escuras como sementes de papoula.

Tais características podem estar associadas à atividade microbiana na Terra. Uma bioassinatura potencial é definida como uma substância ou estrutura que pode ter origem biológica, mas requer mais informações ou estudos adicionais antes de se chegar a uma conclusão sobre a ausência ou presença de vida.

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