Os pesquisadores calcularam que o calor retido pela poeira fina significava que os dinossauros recebiam uma dose de radiação térmica 17 vezes maior do que a quantidade que seria letal para os humanos.
O calor intenso foi suficiente para inflamar grama, agulhas de pinheiro, líquenes e talvez até madeira, causando incêndios florestais generalizados e transformando a Terra em um forno ardente do qual apenas animais escavadores e aqueles no mar poderiam escapar.
“Provavelmente parecia mais um inferno”, disse o professor Johnson. “As nuvens teriam bloqueado a luz do dia, então para qualquer animal, como os humanos, que não enxerga muito no infravermelho, a superfície provavelmente pareceria escura.”
Os cientistas sabiam que o impacto derreteu rochas e enviou detritos para a Terra porque foram encontradas esférulas nas guelras de peixes-remo, que provavelmente morreram no dia em que o asteróide atingiu.
As esférulas, com cerca de metade do tamanho de um grão de açúcar, eram constituídas por material de origem terrestre – não do próprio asteroide, mas quase certamente da nuvem mortal que ele criou.
O Dr. Johnson analisou as propriedades físicas dessas partículas e da nuvem de poeira como um todo para determinar como ela teria lidado com o calor.
Ela descobriu que a camada de nuvens era tão impermeável que retinha quase todo o calor próximo à superfície do planeta, a poeira agindo essencialmente como uma tampa de uma panela, cozinhando os habitantes da Terra na superfície.
A poeira poderia ter levado anos, ou mesmo décadas, para assentar, e as próprias partículas poderiam ter causado problemas de saúde contínuos aos sobreviventes.
O estudo foi publicado no Journal of Geophysical Research: Biogeosciences.



