As Olimpíadas de Inverno não carecem de histórias selvagens e incomuns. Mas poucos se compararão ao espetáculo do brasileiro conquistando o ouro no slalom gigante em Bormio, no sábado.
Com isso, Lucas Pinheiro se tornou o primeiro sul-americano da história a conquistar uma medalha de qualquer cor nesta edição dos Jogos Brathen.
Há uma ressalva adicional: Brathen nasceu em Oslo, filho de pai norueguês e mãe brasileira, e viria a vencer eventos da Copa do Mundo pela Noruega.
Mas a sua história não foi menos vívida por esse detalhe, em parte porque ele deixou o jogo em 2023 tendo perdido a ‘alegria de estar vivo’.
Ao retornar ao esporte um ano depois como brasileiro, onde passou parte da infância, Brathen embarcou em um caminho que terminou com ele enterrando o rosto na neve e chorando pela vitória após o ouro na principal prova do esqui.
Lucas Pinheiro Brathen se tornou o primeiro sul-americano a conquistar o ouro no slalom gigante nas Olimpíadas de Inverno, neste sábado.
Brathen já havia vencido a Copa do Mundo como norueguês, mas abandonou o esporte em 2023 depois de perder a “alegria de estar vivo” – antes de retornar para representar o país de sua mãe, o Brasil.
Torcedores brasileiros comemoraram a vitória de Brathen em uma das principais provas do esqui alpino
Brothen venceu o atual campeão suíço Marco Odermatt por 0,58 segundos, à frente do companheiro de equipe de Odermatt, Luc Maillard, no bronze.
“Só espero que os brasileiros vejam isso e realmente entendam que a sua diferença é o seu superpoder”, disse Brathen.
“Isso pode transparecer na sua pele ou na maneira como você se veste.
‘Mas espero que inspire todas as crianças que se sentem um pouco diferentes a acreditar em quem você é.’



