
por Howard FendrichImprensa associada
MILÃO (AP) – Jack Hughes perdeu alguns dentes antes de ganhar o ouro olímpico para os Estados Unidos.
O atacante, que colocou o disco na rede na prorrogação para dar aos americanos uma vitória por 2 a 1 sobre o Canadá na final de hóquei masculino nos Jogos Cortina de Milão, no domingo, fez isso com o rosto mais ensanguentado e menos mordaz do que no início do jogo. Porque Hughes estava cuspindo depois de levar um tapa na cara de Sam Bennett no terceiro período.
“Olhei para o gelo e vi meus dentes”, disse Hughes, que também foi nocauteado em um jogo da NHL há alguns anos. “Eu estava tipo, ‘Lá vamos nós de novo’.”
Hughes, 24 anos, é atacante do New Jersey Devils. Com pouco mais de um minuto e meio da prorrogação, ele marcou para o goleiro canadense Jordan Binnington.
O irmão mais velho de Hughes, Quinn, 26, é defensor dos americanos, que conquistou o primeiro ouro do país no hóquei masculino desde o time “Miracle on Ice” de 1980, que derrotou a União Soviética em Lake Placid.
“Ninguém ama o jogo mais do que ele”, disse Quinn sobre Jack. “Ele tem muita paixão. Ele é um jogador. Ele faz acontecer.”
Outros companheiros pensaram que Jack Hughes ficaria bem sem alguns de seus mordedores. Quase não houve simpatia entre os campeões olímpicos de 2026.
Afinal, é uma ocorrência bem conhecida e frequente que jogadores de hóquei percam um dente – ou dentes – em jogos muitas vezes violentos.
“Honestamente, quem se importa neste momento?” Matt Boldy marcou o outro gol dos EUA em Binnington apenas 6 minutos de jogo. “Acho que mais pessoas estão olhando para a medalha dele do que para os dentes. Tenho certeza de que ele ficará bem.”
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