A muito comentada ação de boliche do fiandeiro paquistanês Usman Tariq está atraindo a atenção em vários níveis do críquete, com sua pausa distinta antes do lançamento agora sendo copiada por jogadores mais jovens.
A ação de Tariq, que incluiu uma parada visível antes de entregar a bola, já foi examinada, incluindo uma sugestão indireta de giz do versátil australiano Cameron Greene.
A tendência parece ter chegado também ao críquete escolar, onde um jogador de boliche do Sri Lanka tentou uma abordagem semelhante durante uma partida tradicional entre escolas. O jogo, disputado anualmente desde 1905, estava em sua 121ª edição, informou Wisden.
Representando o Richmond College, a spinner esquerda Nethuja Basitha tentou replicar a abordagem de Tariq, mas adicionou sua própria variação. Ele fez uma pausa na corrida e pulou várias vezes antes de lançar um lançamento completo. Mas o árbitro imediatamente declarou bola morta.
De acordo com a cláusula 41.4 das Leis do Marylebone Cricket Club (MCC), que trata de “tentativas deliberadas de confundir um batedor”, um árbitro pode declarar bola morta se houver suspeita de tal ato. A lei estabelece que se um árbitro acreditar que tal tentativa foi feita, “ele deverá imediatamente sinalizar bola morta e informar o outro árbitro do motivo da chamada”.
A regra permite que cinco corridas de penalidade sejam concedidas à equipe batedora, embora, neste caso, o árbitro opte por emitir apenas uma advertência.
Como os intervalos não faziam parte da rotina regular de Basitha, isso poderia ser visto como uma tentativa de confundir o batedor. Em contraste, a pausa de Tariq é considerada parte de sua ação normal de boliche, e é por isso que pode não se enquadrar na mesma interpretação.
Tariq chamou a atenção antes da Copa do Mundo T20, na partida contra a Índia, onde retornou números de 1/24. Mais tarde, ele conquistou 16/04 contra a Namíbia e 31/02 contra a Inglaterra, mas ficou sem postigos por 43 contra o Sri Lanka na última partida do Super 8.



