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Primeira vitória na Libertadores – Yahoo Sports

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sobre 30 de agostoEm 1962, Santos escreveu uma das páginas mais importantes de sua história. No Estádio Monumental de Nunez, em Buenos Aires, o Alvinegro venceu o Peñarol por 3 a 0 para vencer a Copa Libertadores da América pela primeira vez. Foi também a primeira vez que um clube brasileiro venceu a principal competição do continente.

A campanha até à fase final começou pela fase de grupos sem grandes dificuldades. O Santos venceu as duas partidas contra o município boliviano do Deportivo, empatou uma partida contra o Cerro Porteno e goleou o clube paraguaio por 9 a 1 em uma derrota histórica. Como líderes do grupo, o Chile avançou às semifinais para enfrentar a Universidad Católica.

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Em Santiago, o Santos saiu na frente por intermédio de Lima, mas empatou poucos minutos depois. Na Villa Belmiro, Zito marcou o único gol do jogo e se classificou para a final.

Do outro lado estava o Penarol. Atual campeã sul-americana, a seleção uruguaia entrou diretamente nas semifinais, onde eliminou os compatriotas uruguaios Club Nacional. Bicampeão da Copa Libertadores e da Copa Intercontinental, o Penarol chegou mais uma vez à final, desta vez contra o Santos.

Três jogos, um título

A primeira partida da final foi disputada em Montevidéu. Sem Pelé, lesionado e substituído por Pagão, o Santos sofreu gol aos 18 minutos, mas respondeu. Coutinho empatou aos 28 minutos e marcou novamente aos 15 minutos do segundo tempo para dar ao Santos uma vitória por 2 a 1.

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Com a vantagem, o Santos precisava apenas do empate com o Villa Belmiro para conquistar o título. A partida, porém, terminou em grande polêmica.

O Penarol abriu o placar, mas o Santos reduziu ainda no primeiro tempo. No início do segundo tempo, os uruguaios empataram e marcaram o terceiro gol aos 11 minutos, em pênalti muito disputado por jogadores e torcedores santistas.

A decisão gerou tumulto e garrafas foram jogadas no campo. Aos 22 minutos, Pagão marcou o terceiro gol do Santos e fez o 3 a 3.

A torcida comemorou o título e no dia seguinte os jornais apresentaram o Santos como campeão. O árbitro Carlos Robles, porém, registrou versão diferente no boletim de jogo enviado no dia seguinte. O documento menciona ataques de campo, ameaças e agressões. Segundo o árbitro, temendo que as coisas piorassem, encerrou a partida com o Penarol vencendo por 3 a 2 e considerou o resto da partida “amistoso”.

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Foi, portanto, necessária uma terceira partida, disputada em campo neutro.

Noite em Buenos Aires

O Monumental de Nunez recebeu 45.980 espectadores pagantes no dia 30 de agosto de 1962. Pela primeira e única vez naquela competição, o Santos conseguiu colocar em campo toda a sua escalação, o chamado “Dream Team”.

Recuperando-se de uma lesão muscular, Pelé voltou ao time que contava com Guillermo, Lima, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. O técnico foi Luiz Alonso Perez, o Lula.

O Penarol jogou com Maidana, Gonzales e Lezcano; Gonsalves, Cano e Caetano; Rojas, Sasia, Spencer, Matosus e Jaya.

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O Santos começou a partida determinado a resolver a rivalidade. Aos nove minutos, Coutinho recebeu na entrada da área, cortou para a esquerda, avançou e bateu para Maidana. Caetano tentou bloquear o gol, mas acabou com a bola na própria rede.

O Santos voltou do intervalo mantendo o ritmo. Aos três minutos, Dorval, Coutinho e Pelé trocaram passes até que Raja, tirando um zagueiro do jogo, finalizou no canto esquerdo para fazer 2 a 0.

O Penarol não encontrou forças para reagir. Aos 44 minutos, quando partes do Uruguai já deixavam o estádio, Pelé e Coutinho se reencontraram. O centroavante fez o passe e King simplesmente chutou para a rede, selando o placar em 3 a 0.

O Santos foi o campeão das Américas.

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Comemoração em campo

A vitória gerou um ataque de campo. A torcida quis comemorar com os jogadores, principalmente Pelé, que marcou dois gols na partida decisiva. Raja finalmente teve sua camisa arrancada pela multidão, que brigou por cada pedaço dela.

Os torcedores também carregam outros jogadores. O time pôde então dar uma volta de honra e saudar a torcida santista na arquibancada.

Enquanto decorriam as comemorações, outra lembrança da partida também ganhou um capítulo curioso. O árbitro holandês Leo Horn manteve a bola no descongelador. Diante da pressão de outros que queriam aceitá-lo, ele disse que o vírus só reapareceria na Holanda. Para Horn, aquela bola representou um troféu pela partida mais importante e brilhante que apitou.

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E o Santos venceu quem estava no estádio. A torcida argentina torceu pelo Penarol nos minutos iniciais. Aos poucos, porém, as jogadas do Santos ganharam elogios do público e foram até comemoradas pela seleção brasileira Argentina antes do intervalo.

anos dourados

A vitória sul-americana foi apenas uma parte de uma temporada histórica. Em 1962, nenhum outro time comemorou 50 anos como o Santos.

Além da Copa Libertadores, o clube venceu outras três competições oficiais disputadas naquele ano: o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Competição Intercontinental, ou Copa do Mundo Interclubes.

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A vitória sobre o Peñarol abriu caminho para que o Santos se sagrasse campeão mundial e marcou 1962 como um dos anos mais marcantes da história do clube.

Este artigo foi traduzido para o inglês por inteligência artificial. Você pode ler a versão original aqui 🇧🇷.

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