NOVA IORQUE – A maior câmara digital alguma vez construída começou a fotografar cantos invisíveis do universo
Vera C. O Observatório Rubin iniciou oficialmente o seu Levantamento Cósmico, destinado a capturar vastas áreas do céu com maior profundidade e detalhe. Situado no topo de uma montanha no Chile, o telescópio ficará de olho no céu meridional durante os próximos 10 anos, captando centenas de imagens todas as noites.
Os investigadores esperam que as observações de Rubin os ajudem a fazer um melhor censo do Universo, mapeando os milhares de milhões de estrelas na Via Láctea e mais milhares de milhões de galáxias além. Ele tirará fotos rapidamente e capturará imagens da mesma área do céu várias vezes, ajudando os cientistas a vislumbrar objetos tênues que antes não eram detectados.
“Veremos um grande número de cientistas em todo o mundo a trabalhar com este conjunto de dados, estudando o Universo de uma forma que nunca conseguiram fazer antes”, disse Phil Marshall, vice-diretor de operações do observatório.
Rubin publicou suas primeiras imagens no ano passado, incluindo fotos coloridas das nebulosas Trífida e Lagoa, a milhares de anos-luz da Terra. Um ano-luz equivale a cerca de 6 trilhões de milhas.
Desde então, os pesquisadores aperfeiçoaram o equipamento para que esteja pronto para capturar imagens com a profundidade e a precisão necessárias para pesquisas de décadas. As imagens podem ajudar os cientistas a compreender como as galáxias se formam e se aglomeram ao longo de milhares de milhões de anos e como o Universo se originou.
Financiado pela National Science Foundation e pelo Departamento de Energia, o observatório leva o nome da astrônoma Vera Rubin, que primeiro forneceu evidências surpreendentes de que uma substância misteriosa chamada matéria escura pode estar à espreita no universo. Os investigadores esperam que o esforço possa fornecer pistas sobre a matéria escura, bem como sobre uma força igualmente confusa conhecida como energia escura.
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