Ir para a cama em horários diferentes todas as noites na meia-idade pode ser um sinal de alerta de futuras doenças cardíacas. Uma nova pesquisa da Universidade de Oulu sugere que grandes oscilações durante o sono podem aumentar significativamente o risco de eventos cardiovasculares graves, especialmente para aqueles que passam menos de oito horas na cama.
Estudos descobriram uma forte ligação entre padrões irregulares de sono e uma maior probabilidade de eventos cardíacos graves. Aqueles com menos de oito horas de sono e aqueles com horários de sono muito variados enfrentaram quase o dobro do risco em comparação com aqueles com rotinas mais consistentes. Em contraste, os horários irregulares de vigília não mostraram uma associação clara com problemas cardíacos.
Os principais eventos cardiovasculares neste estudo incluíram condições que requerem cuidados médicos especializados, como infarto do miocárdio ou infarto cerebral.
“Estudos anteriores associaram padrões irregulares de sono a riscos para a saúde cardiovascular, mas esta é a primeira vez que examinamos separadamente a variabilidade na hora de dormir, na hora de acordar e no ponto médio da duração do sono – e a sua associação independente com eventos cardíacos graves”, disse Laura Nauha, investigadora de pós-doutoramento na Universidade de Oulu.
Rastreando padrões de sono e saúde a longo prazo
Os pesquisadores mediram a duração e o tempo do sono usando monitores de atividade, que registraram quanto tempo os participantes permaneceram na cama. Os resultados apontam para a consistência da hora de dormir como um fator particularmente importante.
“Nossas descobertas sugerem que a regularidade durante o sono, em particular, pode ser importante para a saúde do coração. Ela reflete os ritmos da vida diária – e o quanto eles flutuam”, disse Nauha.
Estudos de longo prazo revelam efeitos duradouros
O estudo acompanhou 3.231 indivíduos nascidos em 1966 no norte da Finlândia. Seus hábitos de sono foram monitorados durante uma semana aos 46 anos, e seus resultados de saúde foram monitorados ao longo de dez anos usando dados de registros de saúde.
De acordo com Naoha, a rotina diária desempenha um grande papel na definição da saúde do coração ao longo do tempo. “Manter um horário regular de sono é um fator que pode afetar a maioria de nós”.



