Um processo bombástico no caso contra o acusado de assassinato de Charlie Kirk, Tyler Robinson, oferece novos detalhes judiciais sobre a bala que tirou a vida do ativista conservador e o atirador que supostamente a disparou.
Robinson, 22, enfrenta acusações de homicídio capital e possível pena de morte pelo assassinato de Kirk em 10 de setembro na Universidade de Utah Valley.
Os detalhes forenses em torno do exame da bala alimentaram inúmeras controvérsias e intrigas em torno do caso, especialmente depois de a defesa ter revelado num recente processo judicial que o Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF) não foi capaz de identificar a bala recuperada da autópsia.
Mas um resumo do relatório forense do ATF, parte dos documentos apresentados pela defesa em janeiro, foi aberto por um juiz na quarta-feira, revelando mais detalhes da investigação forense e evidências recuperadas no local.
O relatório revelou que um fragmento da jaqueta recuperado da autópsia de Kirk correspondia a uma bala calibre .30. Mais quatro fragmentos de bala de chumbo foram recuperados.
“O laboratório do ATF descreveu o item como um “fragmento de jaqueta bala mutilado/danificado, classe calibre .30”, revela o processo, citando evidências incluídas no relatório depois que o laboratório do FBI analisou o fragmento da jaqueta bala.
Correspondia ao mesmo calibre do rifle Mauser 98 30-06 recuperado no local, que os promotores afirmam que Robinson supostamente usou para matar Kirk. Robinson recebeu a arma como presente de seu avô, disseram as autoridades.
O relatório também revelou que o rifle recuperado no local foi testado e considerado funcional e a caixa do cartucho recuperada trazia um ‘carimbo Remington’ identificando o calibre correto para o rifle.
Tyler Robinson, acusado de matar Charlie Kirk, reage durante uma audiência no Quarto Tribunal Distrital em Provo, Utah.
O relatório forense do ATF revela detalhes da suposta arma do crime e da bala que atingiu o ativista Charlie Kirk.
A caixa do cartucho, escreveram os investigadores do ATF no relatório, foi identificada como o ‘rifle da Prova 1’, a suposta arma do crime disparada.
O fragmento restante da jaqueta de bala não pôde ser ‘definitivamente anexado ou excluído’ do disparo da arma específica de Robinson, pois o examinador concluiu que a bala fragmentada estava muito danificada para os resultados finais.
A nova informação, no entanto, é um golpe para a defesa de Robinson, que continuou seus esforços para impedir novos testes no fragmento da jaqueta depois que foi revelado que a bala recuperada durante a autópsia de Kirk havia se quebrado com o impacto.
Outras evidências examinadas pelo ATF incluíram um rifle 30-06 recuperado do local, uma caixa de cartucho calibre 30-06 Springfield e três cartuchos calibre 30-06 Springfield.
As evidências descobertas pela ATF mostraram que a bala correspondia ao calibre do rifle de Robinson, e uma correspondência confirmada com o invólucro gasto forneceu uma imagem mais completa da suposta arma do crime, tornando mais difícil para a defesa argumentar que Robinson não disparou a bala que matou Kirk.
O estado quer realizar mais testes no fragmento da bala para desenvolver detalhes adicionais sobre o rifle que o disparou.
Robinson deverá retornar ao tribunal em 17 de abril, quando seu advogado de defesa e os promotores debaterão se permitirão câmeras e microfones no tribunal.
A viúva de Kirk, Erica Kirk, pediu transparência no caso
Robinson e seus advogados dizem que testes adicionais devem ser interrompidos porque podem alterar as evidências, citando os investigadores que usam “alicates ou ferramentas semelhantes” para revestir fragmentos do invólucro da bala.
A defesa apresentou uma moção solicitando ao tribunal que os investigadores do FBI permitissem que um examinador de defesa estivesse presente para exame adicional ou gravação de vídeo do exame. Poderia ter servido como uma estratégia de protelação para a defesa, como os promotores divulgaram em documentos que o FBI não permite.
A equipe de defesa está trabalhando para adiar a audiência preliminar de Robinson marcada para 17 de maio. Robinson também deverá voltar ao tribunal em 17 de abril para ouvir uma moção da defesa para proibir câmeras no tribunal.



