MILÃO – Se a goleira de hóquei feminino dos EUA, Erin Frankel, tropeçar em amigos do time adversário na Vila Olímpica, ela não os cumprimentará com abraços.
Frankel está sendo extremamente cauteloso depois que um surto de norovírus entre a seleção finlandesa de hóquei feminino forçou o adiamento do jogo de abertura contra o Canadá.
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“Não há necessidade de abraçar o outro time agora”, disse Frankel na quinta-feira, depois que os EUA iniciaram sua busca pelo ouro olímpico com uma vitória por 5 a 1 sobre a República Tcheca. “Obviamente temos companheiros em outras equipes, mas estamos tentando ser cuidadosos.”
O norovírus, de acordo com os Centros de Controle de Doenças, é uma doença “altamente contagiosa” que é a principal causa de vômitos e diarreia nos Estados Unidos. A maioria das pessoas infectadas com norovírus se recupera em 72 horas ou menos, diz o CDC, mas ainda podem espalhar o vírus vários dias depois.
Para complicar a busca da seleção dos EUA para evitar um surto está o próximo adversário programado dos americanos na fase de grupos, a Finlândia. Supondo que os finlandeses estejam saudáveis o suficiente para jogar no sábado, os jogadores norte-americanos não terão escolha a não ser manter distância.
O COI consultou profissionais médicos antes de cancelar a partida agendada para quinta-feira à noite entre Finlândia e Canadá. Em comunicado, o COI descreveu a decisão como “responsável e necessária” e classificou a saúde dos atletas e do pessoal da equipe como “a maior prioridade”.
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O que a seleção feminina de hóquei dos EUA pode fazer para evitar um surto semelhante de norovírus? Os jogadores enfatizaram lavar as mãos e não tocar nas superfícies que muitas pessoas tocam.
“Há muitos atletas e pessoas comendo no mesmo refeitório, é preciso tentar ser diligente”, disse a zagueira norte-americana Megan Keller. “Ninguém quer vir para cá. Trabalhamos muito para chegar aqui.”
“Tantas pessoas morando no mesmo lugar, compartilhando um refeitório, é preciso ter cuidado”, acrescentou Frankel.