Início Ciência e tecnologia Uma única proteína pode bloquear a terapia contra o câncer cART

Uma única proteína pode bloquear a terapia contra o câncer cART

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Pesquisadores da Universidade de Columbia e do Hospital Universitário de Tübingen descobriram uma proteína que parece desempenhar um papel fundamental no enfraquecimento das células T CAR ao longo do tempo. Ao inactivar a proteína, conhecida como NFIL3, os cientistas descobriram que estas células imunitárias modificadas permaneciam activas durante mais tempo e eram mais capazes de atacar tumores. Resultados, publicados Descoberta do câncerO CAR pode ajudar a melhorar a terapia com células T, especialmente contra tumores sólidos que se revelaram difíceis de tratar.

A terapia com células T CAR é uma das formas mais avançadas de tratamento personalizado do câncer. O procedimento envolve a colheita das células imunológicas do próprio paciente, modificando-as geneticamente para detectar o câncer e, em seguida, devolvendo-as ao corpo para procurar e destruir as células tumorais.

A terapia mostrou resultados notáveis ​​para alguns tipos de câncer do sangue. No entanto, tem tido muito menos sucesso contra tumores sólidos. Uma equipe internacional liderada pelo Professor Michel Sadeline, MD, PhD, da Universidade de Columbia, trabalhando com a Professora Judith Fuchs, MD, do Hospital Universitário de Tübingen, decidiu entender melhor o porquê. Sadeline é amplamente reconhecida como uma das pioneiras da terapia com células T CAR e tem sido fundamental no seu desenvolvimento e uso clínico.

NFIL3 está ligado à exaustão de células T CAR

Para identificar os fatores que limitam a função das células T CAR, os pesquisadores conduziram uma análise em larga escala de quase 400 fatores de transcrição, proteínas que controlam quais genes são ativados ou desativados dentro das células.

A sua investigação aponta para o NFIL3 como um dos principais contribuintes para a exaustão das células T CAR, um processo no qual as células perdem gradualmente a capacidade de funcionar eficazmente. Quando os investigadores removeram o NFIL3, as células T CAR permaneceram activas durante mais tempo, multiplicaram-se de forma mais eficiente e mantiveram efeitos antitumorais mais fortes.

A equipe usou a tecnologia de edição genética CRISPR/Cas9 para inativar o gene responsável pela produção de NFIL3. Muitas vezes descrita como tesoura genética, a CRISPR permite aos cientistas cortar e modificar com precisão o DNA.

“Desligar o NFIL3 pode ser um passo decisivo para melhorar significativamente a eficácia a longo prazo das células T CAR”, explica o professor Feucht.

Forte controle tumoral em estudos com animais

Os benefícios da deleção de NFIL3 foram demonstrados em vários modelos de camundongos. As células CAR T sem a proteína foram mais eficazes no controle de tumores e na promoção da sobrevivência.

As descobertas sugerem um caminho potencial para melhorar o tratamento de cancros que atualmente respondem mal à terapia com células T CAR, particularmente tumores sólidos.

“Nosso objetivo é melhorar a eficácia das células T CAR também em tumores sólidos”, disse Selina May, coautora do estudo e membro do grupo de pesquisa do professor Feucht. “Esperamos que isto abra novas possibilidades no tratamento de pacientes com câncer”, acrescentou Fuchs.

Unindo pesquisa laboratorial e atendimento ao paciente

O professor Feucht combina pesquisa sobre o câncer com atendimento clínico prático. Ele conduz pesquisas no único Cluster de Excelência em Oncologia da Alemanha, iFIT (Terapia Tumoral Guiada por Imagem e Funcionalmente Guiada), além de tratar crianças e adolescentes no Departamento de Pediatria do Hospital Universitário de Tübingen.

Seu trabalho segue uma abordagem “da bancada ao leito”, que se concentra em traduzir descobertas científicas em tratamentos que possam beneficiar diretamente os pacientes.

Embora sejam necessárias pesquisas adicionais antes que esta estratégia possa ser testada e usada em humanos, os resultados fornecem evidências encorajadoras de que o NFIL3 direcionado ao CAR pode potencializar a terapia com células T e potencialmente expandir sua utilidade contra uma ampla gama de cânceres.

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